E, de repente, no Colégio de Monte Maior, em Loures, descobri o porquê da quebra de vendas dos jornais.
A uma pergunta sobre como é que a Ana Soares e a Bárbara Wong têm tempo para escrever o Olimpvs.net, a primeira começa a explicar, para de imediato ser interrompida: "Nós não escrevemos só o Olimpvs. Nós temos os nossos trabalhos... Eu sou professora e a Bárbara é jornalista.."
– Jornalista?!? De que canal? –, perguntam as meninas que estão sentadas na primeira fila, entusiasmadas.
– Não é um canal, é um jornal –, respondo solicita e percebo que elas não fazem ideia do que estou a falar. Atrapalhada com o silêncio, faço um gesto, desenhando um rectângulo no ar: – Um jornal... em papel... que se folheia...
Estamos a falar para uma plateia constituída por meninos de 12 anos, de um colégio, com bons telefones nas mãos e pelo menos um tablet pousado nas pernas de um deles.
– Ah! Já sei! É aquela coisa que eles têm nas novelas, quando estão a tomar o pequeno-almoço! – diz uma delas, esclarecida.
A Ana, muito pedagógica, ainda fala da revista de imprensa que é feita nos canais noticiosos, mas eu corto-lhe a palavra:
– Sim, são aquelas folhas de papel que as personagens das novelas folheiam ao pequeno-almoço. Isso é um jornal.
Eles nunca viram um jornal à mesa do seu pequeno-almoço. É natural, ninguém come pequenos-almoços como os das novelas com sumos, diversos tipos de pão, bolos e frutas, compotas e cereais. Mas também nunca o viram na mesa do café? Na praia? Na esplanada? Parece que não.
BW
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
O que é um jornal?
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A importância de se chamar Wong
É sempre muito bom falar com os alunos nas escolas! Eles dizem coisas divertidas, umas vezes, e perturbantes, outras.
No Colégio de Monte Maior, em Montemor, Loures, os alunos de 6.º ano são os últimos a passar pelo auditório naquela sexta-feira, já ao final do dia. Estão cansados e há quase meia-dúzia que não resiste e vai fechando os olhos, sem conseguir ouvir o que eu e a Ana Soares dizemos. Mas, no final da apresentação, acordam e, recuperada a energia, fazem perguntas, muitas!
Há uma pergunta que é raro não ser feita nas apresentações Olimpvs.net: porque razão eu me chamo Wong. É natural, se há ministros e reitores que o perguntam porque não hão-de fazer os mais pequenos?
Respondo de forma abreviada ou mais explicada conforme a pergunta me é feita. Há um ano, numa escola no Ribatejo um aluno colocou a questão, ao mesmo tempo que cotovelava os colegas, prontos para começarem a rir, mal eu desse a resposta: fui seca, quase mal educada como os garotos estavam a ser. Arrependi-me no mesmo instante, mas naquele momento senti-me da idade deles, andei 30 anos para trás e vi os miúdos da minha escola a fazerem-me pirraça.
No início do mês, uma menina curiosa, em Bragança, perguntou de maneira delicada: "Há uma questão que nos intriga: por que se chama Wong?" Não resisti, dei uma gargalhada e expliquei.
Desta vez, em Montemor, a menina que pergunta está ao lado de outra que se parece muito com uma das minhas irmãs – com aquele tom de pele amarelado, os cabelos negros, lisos e compridos e os olhos rasgados. "Uma pergunta: de onde vem o seu nome?"
"Vem do meu pai que é chinês!", respondo simpática. "Mas não parece nada! A mãe dela é tailandesa...", diz-me. "Pois, já tinha percebido!", digo, olhando para a outra rapariga, tal e qual como a minha irmã, por onde passa dizem-lhe que parece tailandesa, vietnamita, índia...
Ela olha-me como se eu não tivesse estado à sua frente durante 50 minutos e concorda com a amiga. "O seu pai é chinês?! A senhora saiu muito mal misturada!...", repara com um tom quase zangado.
Pois, mesmo mal misturada sei o que é ser gozada no recreio ou dentro da sala de aula. Tal como ela deve saber, penso ao interpretar o seu tom ofendido.
BW
No Colégio de Monte Maior, em Montemor, Loures, os alunos de 6.º ano são os últimos a passar pelo auditório naquela sexta-feira, já ao final do dia. Estão cansados e há quase meia-dúzia que não resiste e vai fechando os olhos, sem conseguir ouvir o que eu e a Ana Soares dizemos. Mas, no final da apresentação, acordam e, recuperada a energia, fazem perguntas, muitas!
Há uma pergunta que é raro não ser feita nas apresentações Olimpvs.net: porque razão eu me chamo Wong. É natural, se há ministros e reitores que o perguntam porque não hão-de fazer os mais pequenos?
Respondo de forma abreviada ou mais explicada conforme a pergunta me é feita. Há um ano, numa escola no Ribatejo um aluno colocou a questão, ao mesmo tempo que cotovelava os colegas, prontos para começarem a rir, mal eu desse a resposta: fui seca, quase mal educada como os garotos estavam a ser. Arrependi-me no mesmo instante, mas naquele momento senti-me da idade deles, andei 30 anos para trás e vi os miúdos da minha escola a fazerem-me pirraça.
No início do mês, uma menina curiosa, em Bragança, perguntou de maneira delicada: "Há uma questão que nos intriga: por que se chama Wong?" Não resisti, dei uma gargalhada e expliquei.
Desta vez, em Montemor, a menina que pergunta está ao lado de outra que se parece muito com uma das minhas irmãs – com aquele tom de pele amarelado, os cabelos negros, lisos e compridos e os olhos rasgados. "Uma pergunta: de onde vem o seu nome?"
"Vem do meu pai que é chinês!", respondo simpática. "Mas não parece nada! A mãe dela é tailandesa...", diz-me. "Pois, já tinha percebido!", digo, olhando para a outra rapariga, tal e qual como a minha irmã, por onde passa dizem-lhe que parece tailandesa, vietnamita, índia...
Ela olha-me como se eu não tivesse estado à sua frente durante 50 minutos e concorda com a amiga. "O seu pai é chinês?! A senhora saiu muito mal misturada!...", repara com um tom quase zangado.
Pois, mesmo mal misturada sei o que é ser gozada no recreio ou dentro da sala de aula. Tal como ela deve saber, penso ao interpretar o seu tom ofendido.
BW
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quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Novo livro Olimpvs.net - sugestão para o Natal dos mais novos
O sétimo volume da coleção Olimpvs.net já chegou às livrarias. Desta vez, a acção passa-se entre Gaia e o Porto. É nesta cidade, que Pedro (Poséidon) vai descobrir o seu passado mágico. Uma terrível epidemia assola a cidade e os cinco heróis são também contaminados. Em confrontos com Dioniso, encontram também as Ménades (as bacantes da mitologia romana) e os sátiros (faunos da versão romana).Mais uma aventura da coleção com o selo do PNL a não perder!
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terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Novo passatempo Olimpvs.net no Sapo Kids
Para ganhar livros da coleção Olimpvs.net, basta participar no passatempo promovido pelo Sapo Kids!
Mensalmente, está a ser lançada uma questão e os cinco primeiros a responder acertadamente ganham um livro da coleção.
Este mês será oferecido o volume 2 a quem acertar na seguinte questão:
Qual do seguintes heróis Olimpvs é mais velho?
1. Mel
2. Zé
3. Pedro
(Não digam a ninguém, mas se visitarem o site Olimpvs.net podem lá encontrar umas ajudas para responder às perguntas lançadas!)
Toca a participar e a divulgar o concurso!
Visitem a página Olimpvs no facebook para mais detalhes.
Mensalmente, está a ser lançada uma questão e os cinco primeiros a responder acertadamente ganham um livro da coleção.
Este mês será oferecido o volume 2 a quem acertar na seguinte questão:
Qual do seguintes heróis Olimpvs é mais velho?
1. Mel
2. Zé
3. Pedro
(Não digam a ninguém, mas se visitarem o site Olimpvs.net podem lá encontrar umas ajudas para responder às perguntas lançadas!)
Toca a participar e a divulgar o concurso!
Visitem a página Olimpvs no facebook para mais detalhes.
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sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Olimpvs.net ganha o selo do PNL

Decorrido pouco mais de um ano do lançamento dos dois primeiros volumes, contando já com cinco títulos editados e visitas a muitas escolas, a coleção Olimpvs.net recebeu esta semana o selo do PNL.
Obrigada aos nossos leitores, por nos fazerem acreditar neste projeto;
aos professores, que nele reconhecem um instrumento apetecível para motivar os mais jovens para a leitura;
às escolas que nos convidam e proporcionam a oportunidade para dialogar com os nossos leitores.
O selo do PNL, que a partir de agora figura nas capas dos nossos livros, é o reconhecimento oficial da qualidade e relevância do nosso trabalho; é a confirmação de que vale a pena escrever e recontar os clássicos; e é, naturalmente, uma alegria para nós, autoras.
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terça-feira, 10 de setembro de 2013
Os leitores do Olimpvs.net são os mais criativos do universo!
De uma rajada, a Inês, de nove anos, leu os cinco títulos da colecção Olimpvs.net. A mãe conta que leu alguns em um, a dois dias e que, logo de seguida, pedia o seguinte. Por isso, quando soube que as autoras estavam na Feira do Livro da Ericeira, em Agosto, pediu para as conhecer, mesmo que para isso a mãe tivesse de fazer umas largas dezenas de quilómetros.
E assim foi! Conhecemos a Inês e ficámos felizes mesmo quando ficou mais desanimada por o próximo volume, o sexto, ter data prevista de saída lá para o fim do ano. "Tanto tempo...", suspirou.
Agora, a Inês deu notícias! Como está completamente fã da colecção, decidiu fazer os autocolantes que vão identificar os seus livros e cadernos escolares.
Ora vejam! E mais este!
Obrigada Inês!
BW
E assim foi! Conhecemos a Inês e ficámos felizes mesmo quando ficou mais desanimada por o próximo volume, o sexto, ter data prevista de saída lá para o fim do ano. "Tanto tempo...", suspirou.
Agora, a Inês deu notícias! Como está completamente fã da colecção, decidiu fazer os autocolantes que vão identificar os seus livros e cadernos escolares.
Ora vejam! E mais este!
Obrigada Inês!
BW
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quarta-feira, 10 de julho de 2013
Olimpvs.net
Este domingo à tarde, vamos estar na Feira do Livro da Ericeira!
Dia 14 de Julho, a partir das 16h00, no Largo de São Sebastião, Ericeira. Depois, se o tempo permitir, seguiremos o exemplo destas jovens!
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quarta-feira, 12 de junho de 2013
Olimpvs.net no Colégio Vasco da Gama
A visita ao Colégio Vasco da Gama, em Meleças, para apresentação da coleção Olimpvs.net, mostrou que, embora as sessões com os leitores resultem de forma mais interativa quando as turmas conhecem os livros, é sempre bom estar com os jovens!
Fomos muito bem acolhidas e as perguntas, ainda que tímidas, foram
variadas. As questões versaram essencialmente sobre o processo da escrita, o porquê da
escolha do tema da mitologia para dar corpo à coleção, lucros e recompensas das
autoras.
A maior recompensa é, sem dúvida, a de estar com os jovens,
motivá-los para a leitura, ajudá-los a desenvolver o sentido crítico,
aguçar-lhes o gosto pela escrita e consciencializá-los para a importância destas
competências, que são, como sabemos, transversais e cada vez mais importantes e
diferenciadoras no mundo e sociedade atuais.
As nossas respostas às suas perguntas foram muito espontâneas
e sinceras:
- Não, não estamos
ricas graças à coleção Olimpvs.net. Em Portugal, ninguém escreve para
enriquecer!
- O nosso gosto pela
escrita nasceu bem cedo, ainda no primeiro ciclo ou pré-escolar, com o gosto
pelos livros e pelas histórias (e só se aprende a escrever lendo e lendo
vários autores para desenvolver o sentido crítico e estabelecer padrões de
comparação).
- Não, também nunca
nos zangamos. Procuramos sempre consensos!
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domingo, 2 de junho de 2013
Olimpvs.net na Feira do Livro: o balanço
A colecção Olimpvs.net faz um ano, no próximo mês, data em que foram lançados os primeiros dois volumes, em Lisboa.
A série tem crescido em volume e em visibilidade junto dos leitores de Norte a Sul do país - é o que nos tem mostrado a ida às escolas para conversar com os alunos, de Bragança a Odemira (o mais longe onde fomos de Norte a Sul!).
Estar dois fins-de-semana na Feira do Livro veio confirmar que, a pouco e pouco, temos vindo a conquistar público e que o nosso público é muito diferente de outros que observámos. São rapazes e raparigas com uma cultura acima da média; alguns nem sequer gostam muito de ler, dizem os pais, mas devoram os nossos livros - "em dois dias!", confirmou um leitor, um pouco envergonhado, mas orgulhoso pelo feito. São rapazes e raparigas que querem mais do que a aventura, pela aventura - querem o conhecimento que vem associado.
É engraçado perceber que não são apenas os alunos das escolas por onde já passámos que nos lêem, mas que são de todas as escolas, públicas e privadas! "Olha este é aquele livro que o x apresentou na aula!", diz uma rapariga a outra. Os nossos livros são trabalhados em aula.
![]() |
| Ana Soares e Bárbara Wong |
A série tem crescido em volume e em visibilidade junto dos leitores de Norte a Sul do país - é o que nos tem mostrado a ida às escolas para conversar com os alunos, de Bragança a Odemira (o mais longe onde fomos de Norte a Sul!).
Estar dois fins-de-semana na Feira do Livro veio confirmar que, a pouco e pouco, temos vindo a conquistar público e que o nosso público é muito diferente de outros que observámos. São rapazes e raparigas com uma cultura acima da média; alguns nem sequer gostam muito de ler, dizem os pais, mas devoram os nossos livros - "em dois dias!", confirmou um leitor, um pouco envergonhado, mas orgulhoso pelo feito. São rapazes e raparigas que querem mais do que a aventura, pela aventura - querem o conhecimento que vem associado.
É engraçado perceber que não são apenas os alunos das escolas por onde já passámos que nos lêem, mas que são de todas as escolas, públicas e privadas! "Olha este é aquele livro que o x apresentou na aula!", diz uma rapariga a outra. Os nossos livros são trabalhados em aula.
É divertido acenar a rapazes e raparigas que passam porque me reconhecem da ida à escola! Há outros que perguntam, para confirmar, se ainda me lembro deles.
Há de tudo, os mais afoitos e decididos que sobem ao palanque e nos pedem um autógrafo; aos mais tímidos que são empurrados pelos pais e nos dizem, entredentes, que gostam muito ou que perguntam quando sai o próximo.
Há até adultos que os compram para si ("estranho", penso, enquanto penso numa dedicatória mais adequada a gente grande), mas que os vão emprestar aos mais pequenos!
Tenho pena dos que namoram os livros, mas são ignorados pelos pais, que passam sem conseguir ler os pensamentos dos filhos - como um menino que lê todas as contracapas, chama o pai, mostra-lhe a personagem com a qual se identifica e o pai segue, ignorando aquele pedido. Tenho pena dos que os folheiam e ouvem da mãe "tu não gostas disso, pois não?" e largam o livro com um rosto triste. Apetece ir atrás deles e dar-lhes o livro, mas não pode ser.
Não tivemos filas até aos Restauradores. Não tivemos filas. Mas tivemos muitos leitores interessados em conversar connosco, em dar-nos ânimo e força para continuarmos. Obrigada a todos!
BW
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sexta-feira, 31 de maio de 2013
Amanhã, Olimpvs.net na Feira do Livro de Lisboa.
Amanhã, teremos o privilégio de estar novamente no espaço mais poético da Feira do Livro para conversar com os nossos leitores.
No dia da Criança, não perca a oportunidade e visite-nos no stand da editora Objectiva.
(frase e desenho da autoria de Afonso Cruz)
No dia da Criança, não perca a oportunidade e visite-nos no stand da editora Objectiva.
(frase e desenho da autoria de Afonso Cruz)
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sexta-feira, 24 de maio de 2013
Olimpvs.net na secundária Filipa de Lencastre, em Lisboa
As portas de entrada na Escola Secundária Filipa de Lencastre, em Lisboa, estão pejadas de informação, mas não há um único cartaz relativo à sessão sobre a colecção Olimpvs.net. À entrada da biblioteca o mesmo, há cartazes mas nenhum sobre o evento, noto. A professora Isabel Oliveira, de Português, decidiu que a sessão é só para quem conhece e trabalhou os livros, explica-me mal entra na sala, com o seu passo decidido e a sua voz de comando. "Acho muito bem", respondo, dando-lhe exemplos de escolas onde os alunos eram curiosos mas não faziam ideia do que é que eu estava a falar. É sempre preferível quando têm muitas perguntas, acrescento.
Os estudantes começam a entrar, são três turmas, de 6.º e 7.º anos. Querem sentar-se "nos melhores lugares", aqueles que ficam de frente para a parede onde passa o powerpoint. E alguns trazem os trabalhos que fizeram para os mostrar à autora. Trabalhos bonitos, noto.
Feita a apresentação, começam as perguntas. "Quanto tempo demoram a escrever?", "Quais são as cidades em que os heróis vão viver aventuras?", "Neste código [no canto inferior esquerdo da contracapa] dá para conhecer o mito?", "Porque é que escolheram a mitologia grega?", "Porque é que se chama Wong?", "Sempre pensou ser escritora?". Eu não sou escritora, sou uma jornalista que gosta de escrever. Chamo-me Wong porque o meu pai é chinês. A mitologia grega ajuda-nos a compreender a nossa cultura, quem somos. Sim, o código é para conhecer o mito. Se Deus quiser (e a editora!), os nossos heróis ainda vão viver muitas aventuras! E os livros não demoram muito a escrever, mas demoram a rever, a corrigir, a reescrever e, se pudessemos, reescreveríamos de novo, parece que é um trabalho que nunca está completo!
Detemo-nos durante algum tempo numa pergunta: "As personagens que criaram baseiam-se em alguém que conheçam?", questiona uma aluna, "Conhecem alguém que seja como as vossas personagens?", torna a perguntar outro aluno cujo o dedo no ar passa a apontar para um colega. Observo o rosto do miúdo para o qual aponta: "é o Pedro!", penso. "Ele é igual ao Pedro, não é?", perguntam-me felizes. "É..." e chama-se Pedro e quando começo a descrever a personagem, os amigos dizem-me "é como ele!". O rapaz ri, corado e divertido, e põe as mãos à cabeça quando me ouve a fazer a descrição.
As professoras Isabel e Graça fazem algumas perguntas: "Que autores lia quando tinha a idade dos alunos?", "Como é o processo da escrita?"
As perguntas começam a esgotar-se e o tempo também. Segue-se a oferta de um ramo lindissimo e original (uma única hortense faz um belo efeito!) pelas três delegadas das turmas e a sessão de autógrafos, os meninos enfileiram-se e pedem autógrafos e fotografias com a autora (uma novidade!) tiradas com os seus telemóveis. "Adeus, Bárbara Wong!", despedem-se alguns, outros chamam-me do corredor, só para verbalizar: "Wong", "Wang", "Yung", "Yang"... "Como é que se diz?", pergunta uma das alunas mais atrevidas. "Como em inglês: was, where...", respondo.
A turma que vai ter aula com a professora Isabel permanece na biblioteca e um dos grupos quer apresentar-me o seu trabalho. Rápidos, tiram a pen e vão ao e-mail buscar a sua apresentação. Apresentam-na com à-vontade. Depois perguntam-me qual é o meu e-mail e enviam-mo. Assim vale a pena, penso e verbalizo "os parabéns" a todos e às professoras em particular. Sim, é preferível apresentar a três turmas que trabalharam do que a uma escola inteira! Obrigada.
BW
Os estudantes começam a entrar, são três turmas, de 6.º e 7.º anos. Querem sentar-se "nos melhores lugares", aqueles que ficam de frente para a parede onde passa o powerpoint. E alguns trazem os trabalhos que fizeram para os mostrar à autora. Trabalhos bonitos, noto.
Feita a apresentação, começam as perguntas. "Quanto tempo demoram a escrever?", "Quais são as cidades em que os heróis vão viver aventuras?", "Neste código [no canto inferior esquerdo da contracapa] dá para conhecer o mito?", "Porque é que escolheram a mitologia grega?", "Porque é que se chama Wong?", "Sempre pensou ser escritora?". Eu não sou escritora, sou uma jornalista que gosta de escrever. Chamo-me Wong porque o meu pai é chinês. A mitologia grega ajuda-nos a compreender a nossa cultura, quem somos. Sim, o código é para conhecer o mito. Se Deus quiser (e a editora!), os nossos heróis ainda vão viver muitas aventuras! E os livros não demoram muito a escrever, mas demoram a rever, a corrigir, a reescrever e, se pudessemos, reescreveríamos de novo, parece que é um trabalho que nunca está completo!
Detemo-nos durante algum tempo numa pergunta: "As personagens que criaram baseiam-se em alguém que conheçam?", questiona uma aluna, "Conhecem alguém que seja como as vossas personagens?", torna a perguntar outro aluno cujo o dedo no ar passa a apontar para um colega. Observo o rosto do miúdo para o qual aponta: "é o Pedro!", penso. "Ele é igual ao Pedro, não é?", perguntam-me felizes. "É..." e chama-se Pedro e quando começo a descrever a personagem, os amigos dizem-me "é como ele!". O rapaz ri, corado e divertido, e põe as mãos à cabeça quando me ouve a fazer a descrição.
As professoras Isabel e Graça fazem algumas perguntas: "Que autores lia quando tinha a idade dos alunos?", "Como é o processo da escrita?"
As perguntas começam a esgotar-se e o tempo também. Segue-se a oferta de um ramo lindissimo e original (uma única hortense faz um belo efeito!) pelas três delegadas das turmas e a sessão de autógrafos, os meninos enfileiram-se e pedem autógrafos e fotografias com a autora (uma novidade!) tiradas com os seus telemóveis. "Adeus, Bárbara Wong!", despedem-se alguns, outros chamam-me do corredor, só para verbalizar: "Wong", "Wang", "Yung", "Yang"... "Como é que se diz?", pergunta uma das alunas mais atrevidas. "Como em inglês: was, where...", respondo.
A turma que vai ter aula com a professora Isabel permanece na biblioteca e um dos grupos quer apresentar-me o seu trabalho. Rápidos, tiram a pen e vão ao e-mail buscar a sua apresentação. Apresentam-na com à-vontade. Depois perguntam-me qual é o meu e-mail e enviam-mo. Assim vale a pena, penso e verbalizo "os parabéns" a todos e às professoras em particular. Sim, é preferível apresentar a três turmas que trabalharam do que a uma escola inteira! Obrigada.
BW
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quarta-feira, 22 de maio de 2013
"Olimpvs.net" no Museu do Abade de Baçal, em Bragança
O dia estava bonito, radioso e quente. E os meninos da Escola das Beatas, vestidos de deuses e deusas gregos estavam felizes.
No dia anterior tinha havido ensaio no jardim do Museu do Abade de Baçal, em Bragança, onde um labirinto de relva faz as delícias deles. Na quarta-feira, lá está a escola inteira, cerca de uma centena de crianças, vestidas a preceito e curiosas com a actuação dos colegas.
A responsável do serviço educativo do museu, Ana Luísa Gonçalves, está entusiasmada com as crianças, quere-as todas, de novo, em Junho, talvez na última semana de aulas, para nova representação. Mas quer trabalhar com elas a dicção e o movimento, quer que tudo fique prefeito!
No dia anterior tinha havido ensaio no jardim do Museu do Abade de Baçal, em Bragança, onde um labirinto de relva faz as delícias deles. Na quarta-feira, lá está a escola inteira, cerca de uma centena de crianças, vestidas a preceito e curiosas com a actuação dos colegas.
Há colunas de som e microfones de lapela, há música grega e um jardim primaveril. Há professores empenhados. Os papéis estão decorados e são ditos com gestos grandes. Eles estão mais confiantes do que no Carnaval, quando actuaram pela primeira vez. Hoje tinham outro público. Faltaram os pais, mas estiveram os colegas de outra escola vizinha - Santa Maria, e o director da secundária Emídio Garcia, o representante da autarquia e os elementos do Sindicato dos Professores do Norte que organizaram e mobilizaram as professoras para a representação de No Labirinto do Minotauro, o primeiro volume da colecção Olimpvs.net.
O museu tem muitas actividades para o Verão, a pensar nos mais novos e vai ser palco, este sábado de um encontro sobre o Programa de Educação Estética e Artística e a articulação entre Educação e Cultura, com a presença dos secretários de Estado da Cultura, Barreto Xavier, e do Ensino Básico e Secundário, João Grancho.
"És tu a autora?" Sim, falta a Ana Soares que ficou em Lisboa. "E vais escrever mais? Onde é a próxima aventura? Vais escrever sobre Bragança? Porque é que eles [as personagens] não vêm a Bragança?". "Eles estão aqui! Ñão vês os teus colegas vestidos de Mel, António...", "Não é isso... Eles têm de vir cá para viver uma aventura...", responde o rapaz. "Vêm, vêm, têm mesmo de vir!", prometo.
Com a professora Altina Fernandes, responsável pelo guião da peça; o professor José Domingues, do Sindicato dos Professores do Norte; e com Ana Luísa Gonçalves do museu; começo a descobrir as lendas e os mistérios da cidade, quem sabe se para mais uma aventura dos heróis da nova era...
BW
PS: Bragança é uma terra hospitaleira, obrigada Ana Luísa Gonçalves, Ana Paula Tomé, Altina Fernandes, Maria José Miranda, à senhora do café e ao director do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, às professoras da Escola das Beatas e, como não podia deixar de ser, ao José Domingues, do SPN.
"És tu a autora?" Sim, falta a Ana Soares que ficou em Lisboa. "E vais escrever mais? Onde é a próxima aventura? Vais escrever sobre Bragança? Porque é que eles [as personagens] não vêm a Bragança?". "Eles estão aqui! Ñão vês os teus colegas vestidos de Mel, António...", "Não é isso... Eles têm de vir cá para viver uma aventura...", responde o rapaz. "Vêm, vêm, têm mesmo de vir!", prometo.
Com a professora Altina Fernandes, responsável pelo guião da peça; o professor José Domingues, do Sindicato dos Professores do Norte; e com Ana Luísa Gonçalves do museu; começo a descobrir as lendas e os mistérios da cidade, quem sabe se para mais uma aventura dos heróis da nova era...
BW
PS: Bragança é uma terra hospitaleira, obrigada Ana Luísa Gonçalves, Ana Paula Tomé, Altina Fernandes, Maria José Miranda, à senhora do café e ao director do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, às professoras da Escola das Beatas e, como não podia deixar de ser, ao José Domingues, do SPN.
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domingo, 5 de maio de 2013
Olimpvs.net no dia da Mãe
Como é o dia-a-dia das mães? O 70X7, o programa da Igreja Católica que passa na RTP 2 aos domingos de manhã, falou com a autora Sara Rodi, a financeira Catarina Neves, comigo e com a escritora e avó Alice Vieira.
Com o devido respeito, as escolhidas não são exemplo para ninguém! Claro que fazemos sacrifícios e muita ginástica para conseguir conciliar família com carreira. Claro que somos multitask, a nossa cabeça está sempre a pensar como é que se conjuga tudo e, chegado ao fim do dia, o cansaço é imenso.
Mas heroínas são as mães que acordam de madrugada, andam em transportes públicos durante horas e repetem tarefas sempre iguais até à exaustão para regressar de noite a casa e não parar. Cozinhar, passar a ferro, limpar e dormir poucas horas para recomeçar o ciclo na manhã seguinte.
Heroínas são as mães que contam cêntimos e fazem escolhas no supermercado para levar só o estritamente necessário, que não comem para que os filhos comam. Heroínas são as mães com filhos doentes e que sofrem por os ver sofrer, mas que têm de manter a coragem.
BW
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sexta-feira, 19 de abril de 2013
Olimpvs.net em Odemira - à descoberta de jovens escritores!
São uns heróis, entraram na sala às 10h30 e às 11h00 a sessão ainda não tinha começado por motivos técnicos (o computador não ligava ao projector) e eles estavam calmos, curiosos, embora faladores. Depois, fizeram poucas perguntas, estavam cansados de estar tanto tempo às escuras, mas as que fizeram foram engraçadas: “O que é que aconteceu à Mel, ela vai ficar bem?” (sobre o volume 3).
No final, a autora ia sendo abalroada com tantos autógrafos que tinha para dar! Caderninho atrás de caderninho, os nomes iam-se repetindo uns atrás dos outros: Francisco, João, Joana, Beatriz… Até que aparece uma menina que me diz: “Aposto que você não sabe escrever o meu nome!... Cheyenne…”.
Toca para o intervalo e alguns, que não vão ter aulas, regressam à biblioteca. “Como é que é a morada do facebook?”, pergunta-me um rapaz sorridente. Respondo. “O meu nome é Ângelo Karate-do Shotokan”, “Desculpa? És Ângelo…” “Karate-do Shotokan!” No Alentejo tudo é possível, penso, lembrando-me dos apelidos de tantos amigos com origens alentejanas. “Karateca?...”, insisto. “Sim, é o meu desporto favorito!” “Ah!”
De seguida, converso melhor com um aluno do 9.º ano que gostaria de ter participado na sessão mas que não pôde porque tinha aulas, o rapaz gosta de escrever e tem um blogue onde põe parte dos capítulos, vamos até junto de um computador para me mostrar o seu trabalho. “Fantástico! Como te chamas?”, “Quevin”, assim, tal e qual com “qu”, em vez de “k”. Quevin já escreve, anda a reescrever o seu livro que é de magia e de mitologia grega e nórdica, mistura animais mitológicos com monstros e anda à procura de editora. “Ouvi dizer que a D. Quixote publica autores desconhecidos”, diz-me.
Depois são as habituais perguntas sobre se gostaríamos de fazer uma série televisiva, quem é a ilustradora, porque escolhemos aqueles nomes para as personagens, em quem nos inspirámos para as construir.
A sala é grande e o microfone tem o volume alto mas há quem não consiga ouvir. Há um aluno que envia um email a dizer o quanto o lamentou. Provavelmente esteve sentado ao lado do "idiota de serviço", penso. Há sempre um miúdo que está lá só para boicotar. Até agora, tenho conseguido conquistar os impertinentes. Desta vez foi impossível. Porquê? Porque tenho um nome chinês e esse facto descredibiliza-me junto do rapaz que leva o tempo todo a falar, a mandar bocas, a fazer rir os outros perante a passividade dos professores, até que faz uma pergunta: “Porque é que eles andam sempre vestidos com a mesma roupa?”. É a risota geral. “Tens a certeza? Olha que eles mudam de roupa, não viste com atenção as capas, eles não estão sempre vestidos de igual e posso assegurar-te que tomam banho todos os dias!” Os miúdos tornam a rir, mas desta vez, comigo. E o rapaz lá continua de sorriso largo, mas com um ar menos confiante.
BW
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quarta-feira, 17 de abril de 2013
Olimpvs.net na Cidadela: "Como é que vocês sabem mais do que a internet?"
E desta vez, na Escola Secundária da Cidadela que, pela primeira vez, tem turmas de 5.º ano - as que assistiram à sessão Olimpvs.net - eles não se calavam e eu saí com a garganta a arranhar de falar tão alto (com uma dorzinha de cabeça e a pensar "grandes professores que aguentam isto um dia inteiro!"), mas saí feliz!
As professoras estão de parabéns pela preparação que fizeram previamente e que os pôs tão perguntadores: deram-lhes cópias com informações sobre quem são as personagens e o primeiro capítulo de cada um dos quatro volumes. Por isso, quando perguntei "conhecem estas personagens?" e me preparava para mostrar o Minotauro, o Cerberus, a Fénix... já eles estavam aos gritos: "Sim! É o Zé, a Alice..."! Calma!
Depois as perguntas foram muitas e o que dá gozo é ouvi-las dos "rufias", aqueles que estão ao lado das professoras para que se portem menos mal. "E quando é que vão fazer um filme?", "Quem é aquela pessoa que está sempre a persegui-los?", "O deus chama-se Hades ou Hâdes?", "Porque é que aquela capa é de noite e aquela é de dia?".
Ainda a sessão não tinha começado quando uma menina se lembrou que deixara a folha com as suas perguntas na sala e saiu numa corrida. Depois fez todas e mais algumas de que se lembrou, sublinhou mais tarde, na sessão de autógrafos - "Não foram só estas!", mostrou-me orgulhosa a folha com as questões escritas a verde e numa letra bem desenhada. A pergunta mais divertida que fez foi: "Como é que vocês sabem mais do que a internet?" Fiquei um bocadinho engasgada, mas respondi: "Porque nós somos do tempo das enciclopédias" e eles olharam com um ar inquiridor. "Estes livros que vocês vêem aqui [do meu lado esquerdo está uma estante], eu tinha destes livros em casa, chamam-se enciclopédias, e têm toda a informação que precisamos. Nós lemos estes livros, também consultamos a Internet mas para termos a certeza absoluta vamos perguntar a outras pessoas que sabem mais do que nós."
"E quando uma se zanga porque não concorda com o que a outra escreve?". Bom momento para fazer pedagogia! "Nunca aconteceu, nunca nos zangámos, mas quando isso acontecer e porque nós somos amigas vamos fazer assim: por exemplo, se a Ana se zangar comigo, eu vou querer saber o que se passou e se ela tiver razão vou pedir-lhe desculpa e se for ao contrário acho que vai acontecer a mesma coisa. É assim que fazem os amigos, não é?"
BW
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quinta-feira, 11 de abril de 2013
A Baixa da Banheira e as Doroteias
Em menos de uma semana, as autoras da colecção infanto-juvenil Olimpvs.net estiveram em duas escolas para públicos diferentes.
Na sexta-feira, dia 5, fomos à Baixa da Banheira, do outro lado do Tejo, falar para alunos do 6.º e 7.º anos. Já todos tinham ouvido falar da colecção, ouviram com alguma atenção – houve sempre um burburinho que volta e meia era interrompido por uma professora que os mandava calar – o que tínhamos para dizer e depois fizeram perguntas que nunca mais acabavam. De tal maneira que foi preciso por cobro à coisa – "mais três perguntas e acabou", pediu um professor; na verdade, teremos respondido a mais seis!
Por vezes, as perguntas repetiam-se (evidenciando que não tinham ouvido as respostas dadas anteriormente) e às vezes era preciso gritar as respostas – eu não tenho prática de sala de aula, por isso, vou tentando fazer-me ouvir por cima dos alunos, o que implica gritar; já a Ana tem outras técnicas, entra pelas filas, olhando para os faladores e levantando-lhes a mão, para os mandar calar; dá estalos com os dedos ou bate as palmas levemente e os métodos lá vão surtindo efeito, por pouco tempo.
Houve perguntas divertidas, houve pedidos para fazer uma série televisiva a partir dos livros, houve sugestões para próximos livros. Foi uma sessão dinâmica e desafiante.
No final não vendemos um único livro – estes só ficariam à venda no dia seguinte e suspeito que tenham vendido poucos dado o estrato social dos alunos; mas os miúdos aproximaram-se de nós para pedir autógrafos e continuar a conversar. Os autógrafos foram dados em folhas fotocopiadas com a apresentação da colecção, feitas pelos professores. Por isso, eles estavam tão inteirados e tão interessados!
Ontem, foi o lançamento oficial do quarto volume. A editora escolheu o Colégio das Doroteias, em Lisboa. A apresentação foi proposta aos alunos como uma actividade livre, não foi inserida no âmbito do trabalho de nenhuma disciplina e foi feita numa tarde livre – muitos colégios da capital optam pela quarta-feira à tarde para ter uma tarde livre na semana, usada pelos professores para reunirem e pelos alunos para fazer actividades extra-curriculares fora da escola. Portanto, apesar da informação que foi para casa e dos cartazes espalhados pela escola, só foram mesmo os alunos que estavam interessados: duas dezenas.
A apresentação decorreu no mais absoluto silêncio. São miúdos educados, habituados ao ambiente de sala de aula e ao respeito pelos professores. Aberto o espaço para perguntas foram feitas duas, apenas duas e que eram complementares, na prática foi uma pergunta feita por dois alunos diferentes e pronto. Nem mais uma. Mas não há uma única curiosidade? Como escrevemos a quatro mãos? Porque escrevemos? Como inventamos estes heróis? Nada?
Fechada a apresentação, ordenadamente, os alunos levantaram-se e dirigiram-se à banca para comprarem os livros, alguns levaram três, outros apenas um, pediram-nos autógrafos e, simpáticos, falaram connosco, fizeram uma perguntinha ou outra e alguns revelaram a felicidade de ler, de devorar livros, de ter a certeza que aqueles serão lidos numa tarde!
Ficou a promessa de que para a próxima será mais animado. Sim, por favor, dêem-me miúdos ávidos por respostas!
BW
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| As autoras na Mouzinho da Silveira |
Por vezes, as perguntas repetiam-se (evidenciando que não tinham ouvido as respostas dadas anteriormente) e às vezes era preciso gritar as respostas – eu não tenho prática de sala de aula, por isso, vou tentando fazer-me ouvir por cima dos alunos, o que implica gritar; já a Ana tem outras técnicas, entra pelas filas, olhando para os faladores e levantando-lhes a mão, para os mandar calar; dá estalos com os dedos ou bate as palmas levemente e os métodos lá vão surtindo efeito, por pouco tempo.
Houve perguntas divertidas, houve pedidos para fazer uma série televisiva a partir dos livros, houve sugestões para próximos livros. Foi uma sessão dinâmica e desafiante.
No final não vendemos um único livro – estes só ficariam à venda no dia seguinte e suspeito que tenham vendido poucos dado o estrato social dos alunos; mas os miúdos aproximaram-se de nós para pedir autógrafos e continuar a conversar. Os autógrafos foram dados em folhas fotocopiadas com a apresentação da colecção, feitas pelos professores. Por isso, eles estavam tão inteirados e tão interessados!
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| A professora Fernanda Mota, a editora Clara Capitão e as autoras |
A apresentação decorreu no mais absoluto silêncio. São miúdos educados, habituados ao ambiente de sala de aula e ao respeito pelos professores. Aberto o espaço para perguntas foram feitas duas, apenas duas e que eram complementares, na prática foi uma pergunta feita por dois alunos diferentes e pronto. Nem mais uma. Mas não há uma única curiosidade? Como escrevemos a quatro mãos? Porque escrevemos? Como inventamos estes heróis? Nada?
Fechada a apresentação, ordenadamente, os alunos levantaram-se e dirigiram-se à banca para comprarem os livros, alguns levaram três, outros apenas um, pediram-nos autógrafos e, simpáticos, falaram connosco, fizeram uma perguntinha ou outra e alguns revelaram a felicidade de ler, de devorar livros, de ter a certeza que aqueles serão lidos numa tarde!
Ficou a promessa de que para a próxima será mais animado. Sim, por favor, dêem-me miúdos ávidos por respostas!
BW
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terça-feira, 9 de abril de 2013
Lançamento de "O Enigma de Ulisses" amanhã, em Lisboa
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
O Dédalo é diabético
No palco, cada um posiciona-se no seu lugar. A professora Dulce dá início ao ensaio geral e a professora Nanda arruma os meninos por ordem de entrada.
– Trouxemos lanche? – pergunta Nanda a Dulce que não responde, concentrada em fazer os alunos do 1.º ciclo da escola das Beatas, do agrupamento Emídio Garcia, de Bragança, dizerem as frases correctas.
– Se não trouxeram, podemos ir ao bar. – responde Altina, professora da secundária Miguel Torga que ajudou as colegas a organizar a representação de "O Labirinto do Minotauro", com base na primeira aventura da colecção Olimpvs.net.
– Pois... mas eu tenho um que é diabético... – responde Nanda, preocupada.
– É o Dédalo! – responde o aluno vestido de Poséidon.
Dou uma gargalhada! Eles andam pelos seis aos nove anos e falam do arquitecto do Labirinto do Minotauro em Cnossos como quem fala de beyblades ou outra coisa qualquer com que estejam mais familiarizados. E, naquele momento, sinto uma responsabilidade imensa e, ao mesmo tempo, uma grande humildade. Aqueles meninos e aquelas professoras ultrapassaram todas as expectativas, as minhas, quando eu e a Ana começámos a imaginar este projecto que quer levar a mitologia grega aos mais novos.
Pouco depois, a sala começa a encher-se de meninos todos vestidos de deuses gregos. É fácil fazer uma máscara de deus ou deusa, descubro! Basta um saco de plástico branco cortado nos sitios da cabeça e dos braços, decorá-lo e fazer coroas de louros para completar. Alguns pais empenharam-se e havia fatos magnificamente decorados.
– A minha mãe não teve tempo... Ela trabalha, foi a professora que fez - diz-me um aluno do 4.º ano.
As professoras fizeram muitos, mesmo muitos fatos e muitas coroas. Ao todo são uma centena de alunos, do 1.º ao 4.º ano, todos vestidos de gregos. Professoras incluídas.
– Olha um touro! – exclama um dos mais pequenos, mal acaba de se sentar no novo auditório da Emídio Garcia, o antigo liceu de Bragança.
- Não é um touro... É o Minotauro! – responde-lhe um dos mais velhos, com aquele ar de que os mais novos não sabem nada.
E os professores do básico e os do secundário são incansáveis. O moderno retroprojector que desce do tecto não liga e os anfitriões não desistem de o pôr a funcionar. Finalmente começa. Altina Fernandes apresenta a colecção Olimpvs.net e conta o primeiro volume aos mais pequenos. Por fim, o pano abre e começa o espectáculo!
Palmas, muitas palmas. Os artistas foram profissionalíssimos, com apenas dois dias de ensaios, sabiam as suas falas de cor (quase todos!) e quem não sabia teve uma ajuda da professora Dulce e de um dos colegas.
A professora Clara faz subir ao palco um conjunto grande de meninos, todos com um pedaço de cartolina na mão com o nome de um deus grego de um lado e uma descrição no outro: "Eu sou Hades, o deus do mundo inferior!", "Eu sou He...he..." há nomes difíceis de pronunciar. "Porque é que eles não se chamavam João ou António?!", brinca uma das professoras.
"Ó professora! E nós?!", pergunta uma das meninas mais pequenas.
As professoras decidem pôr todos os alunos em palco. Os pais que conseguiram estar presentes, fotografam-nos, ajeitam-lhes a máscara de Carnaval, orgulhosos.
Abrem-se os estores cinzentos e modernos que deixam entrar o sol quente. É a minha vez de falar. Só para agradecer, não há palavras que descrevam a emoção de ver o nosso trabalho plasmado em fatos de Carnaval, em palavras difíceis ditas por bocas pequeninas, em memórias que vão ficar para aqueles meninos e para mim!
– Gostaste? – pergunta-me uma menina, ansiosa pela minha resposta.
– Muito!
– Eu sou a Mel! – responde-me orgulhosa por ter encarnado uma das nossas personagens.
– Trouxemos lanche? – pergunta Nanda a Dulce que não responde, concentrada em fazer os alunos do 1.º ciclo da escola das Beatas, do agrupamento Emídio Garcia, de Bragança, dizerem as frases correctas.
– Se não trouxeram, podemos ir ao bar. – responde Altina, professora da secundária Miguel Torga que ajudou as colegas a organizar a representação de "O Labirinto do Minotauro", com base na primeira aventura da colecção Olimpvs.net.
– Pois... mas eu tenho um que é diabético... – responde Nanda, preocupada.
– É o Dédalo! – responde o aluno vestido de Poséidon.
Dou uma gargalhada! Eles andam pelos seis aos nove anos e falam do arquitecto do Labirinto do Minotauro em Cnossos como quem fala de beyblades ou outra coisa qualquer com que estejam mais familiarizados. E, naquele momento, sinto uma responsabilidade imensa e, ao mesmo tempo, uma grande humildade. Aqueles meninos e aquelas professoras ultrapassaram todas as expectativas, as minhas, quando eu e a Ana começámos a imaginar este projecto que quer levar a mitologia grega aos mais novos.
Pouco depois, a sala começa a encher-se de meninos todos vestidos de deuses gregos. É fácil fazer uma máscara de deus ou deusa, descubro! Basta um saco de plástico branco cortado nos sitios da cabeça e dos braços, decorá-lo e fazer coroas de louros para completar. Alguns pais empenharam-se e havia fatos magnificamente decorados.– A minha mãe não teve tempo... Ela trabalha, foi a professora que fez - diz-me um aluno do 4.º ano.
As professoras fizeram muitos, mesmo muitos fatos e muitas coroas. Ao todo são uma centena de alunos, do 1.º ao 4.º ano, todos vestidos de gregos. Professoras incluídas.
– Olha um touro! – exclama um dos mais pequenos, mal acaba de se sentar no novo auditório da Emídio Garcia, o antigo liceu de Bragança.
- Não é um touro... É o Minotauro! – responde-lhe um dos mais velhos, com aquele ar de que os mais novos não sabem nada.
E os professores do básico e os do secundário são incansáveis. O moderno retroprojector que desce do tecto não liga e os anfitriões não desistem de o pôr a funcionar. Finalmente começa. Altina Fernandes apresenta a colecção Olimpvs.net e conta o primeiro volume aos mais pequenos. Por fim, o pano abre e começa o espectáculo!
Palmas, muitas palmas. Os artistas foram profissionalíssimos, com apenas dois dias de ensaios, sabiam as suas falas de cor (quase todos!) e quem não sabia teve uma ajuda da professora Dulce e de um dos colegas.
A professora Clara faz subir ao palco um conjunto grande de meninos, todos com um pedaço de cartolina na mão com o nome de um deus grego de um lado e uma descrição no outro: "Eu sou Hades, o deus do mundo inferior!", "Eu sou He...he..." há nomes difíceis de pronunciar. "Porque é que eles não se chamavam João ou António?!", brinca uma das professoras.
"Ó professora! E nós?!", pergunta uma das meninas mais pequenas.As professoras decidem pôr todos os alunos em palco. Os pais que conseguiram estar presentes, fotografam-nos, ajeitam-lhes a máscara de Carnaval, orgulhosos.
Abrem-se os estores cinzentos e modernos que deixam entrar o sol quente. É a minha vez de falar. Só para agradecer, não há palavras que descrevam a emoção de ver o nosso trabalho plasmado em fatos de Carnaval, em palavras difíceis ditas por bocas pequeninas, em memórias que vão ficar para aqueles meninos e para mim!
– Gostaste? – pergunta-me uma menina, ansiosa pela minha resposta.
– Muito!
– Eu sou a Mel! – responde-me orgulhosa por ter encarnado uma das nossas personagens.
Muito obrigada ao Sindicato dos Professores do Norte por ter dado a ideia à Escola das Beatas e por esta a ter acolhido tão bem!
A sementinha ficou porque, em breve, os meninos vão voltar a representar, desta vez, no Museu do Abade de Baçal, que no seu jardim tem um labirinto, bom para Minos, Parsifae, o touro branco, o Minotauro, Dédalo e os nosso heróis voltarem a actuar! "Nós somos os escolhidos dos deuses, os deuses da nova era!"
BW
A sementinha ficou porque, em breve, os meninos vão voltar a representar, desta vez, no Museu do Abade de Baçal, que no seu jardim tem um labirinto, bom para Minos, Parsifae, o touro branco, o Minotauro, Dédalo e os nosso heróis voltarem a actuar! "Nós somos os escolhidos dos deuses, os deuses da nova era!"
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Olimpvs.net nas escolas
14 de Dezembro de 2012
Olimpvs.net no Colégio Miramar, em Santo Isidoro, Ericeira
Chove e o vento assobia com força. Os alunos do 5.º ao secundário entram ordenadamente na sala de aula onde muitos se sentam no chão. A porta tem de ficar aberta pois as janelas não se podem abrir devido ao mau tempo que faz lá fora. Somos muitos dentro da sala. Passa um pequeno filme preparado pelos professores Anabela Lopes, Denise Tomás e Marco Briosa. Apresento a colecção.
Perguntas? Não demoram a arrancar. As primeiras foram preparadas pelos alunos que pertencem ao Clube de Media e são lidas. As seguintes são espontâneas e feitas por todos, mesmo pelos que estão na fila de trás, os mais velhos, os que parece que terão prestado menos atenção à apresentação.
"Quando é que descobriu que gostava de escrever? Como é que tiveram a ideia? É fácil escrever com outra pessoa? Que livros gosta de ler? Gosta mais de Saint-Exupéry, Mia Couto ou...? O que diferencia Ana Soares e Bárbara Wong da Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada?..." Cada vez mais difícil! "Qual é a pergunta que não gosta que lhe façam?"... E lá vou abrindo a alma àqueles alunos calados e atentos ao que vou dizendo.
É preciso terminar, avisa a professora Anabela Lopes. Os meninos batem palmas enquanto a docente me oferece um ramo de flores, alguns demoram-se a sair, ainda têm uma pergunta ou uma confissão para fazer. "Eu gostava de ser jornalista, mas se calhar vou ser médico", "Este Natal não vou ter prendas... a minha prenda vai ser o meu mano, que vai nascer!" Há ainda alguns livros para assinar.
16 de Janeiro de 2013
Olimpvs.net na Escola com 3.º ciclo e secundário de Caneças
Chuvisca. A escola é nova e o Olimpvs.net vai inaugurar o auditório com as quatro turmas do 7.º ano. No corredor de acesso a excitação é grande. Os alunos entram. Alguns mais irrequietos, com aquele ar de desafio nos olhos e no corpo que se esparrama nas cadeiras, pernas abertas, roupa desleixada. Outros sentam-se na pontinha das cadeiras novas, com a curiosidade no rosto.
Começo a apresentação. Termino a apresentação. "Já?!?", murmuram. "Perguntas?" Demoram a arrancar, até que começam. "Porque é que os heróis são duas raparigas e três rapazes e não há mais raparigas? Já pensaram introduzir mais heróis com poderes ou são só esses cinco? As duas raparigas são iguais a si e à Ana Soares? Onde é que foram impressos os vossos livros, o meu pai trabalha na Printer Portuguesa! [Coincidência, são impressos na Printer, deixando a aluna muito orgulhosa] Não querem fazer uma aventura na nossa escola? Porque é que não fazem O Túmulo Perdido II, podiam usar a lenda do espelho de Pandora... [Não conheço essa lenda, confesso. Então é aquela em que as pessoas se vêem ao espelho e as boas ficam más!] Quantas canetas gastou a escrever? [Não uso caneta, escrevo no computador, respondo. "Está mal, devia ser com caneta!", responde o rapaz indignado] É famosa? Não. Mas dá autógrafos? Sim Pode contar-nos um bocadinho de uma das histórias, pode ler?"
Sou apanhada desprevenida com o pedido. Leio duas páginas. A centena de rapazes e raparigas que se encontram à minha frente está em silêncio absoluto. Só ouço a minha voz. Quando termino, aplaudem. Fico sem saber o que fazer e sorrio. Os mais espertalhões abusam do aplauso, batem as palmas mais alto, mais intensamente, prolongando o momento.
É hora de acabar. As professoras dão-lhes os parabéns por se terem portado tão bem, confessam depois que nem sempre se comportam assim mas têm orgulho da "fornada deste ano". Sem dúvida, não envergonharam a escola, nem os pais. Estão todos de parabéns. Alguns ficam para trás, para uma sessão de autógrafos em folhas de papel. Uma das meninas segreda-me uma sugestão para um dilema que coloquei. "Excelente ideia, muito obrigada!"
Olimpvs.net no Colégio Miramar, em Santo Isidoro, Ericeira
Chove e o vento assobia com força. Os alunos do 5.º ao secundário entram ordenadamente na sala de aula onde muitos se sentam no chão. A porta tem de ficar aberta pois as janelas não se podem abrir devido ao mau tempo que faz lá fora. Somos muitos dentro da sala. Passa um pequeno filme preparado pelos professores Anabela Lopes, Denise Tomás e Marco Briosa. Apresento a colecção.
Perguntas? Não demoram a arrancar. As primeiras foram preparadas pelos alunos que pertencem ao Clube de Media e são lidas. As seguintes são espontâneas e feitas por todos, mesmo pelos que estão na fila de trás, os mais velhos, os que parece que terão prestado menos atenção à apresentação.
"Quando é que descobriu que gostava de escrever? Como é que tiveram a ideia? É fácil escrever com outra pessoa? Que livros gosta de ler? Gosta mais de Saint-Exupéry, Mia Couto ou...? O que diferencia Ana Soares e Bárbara Wong da Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada?..." Cada vez mais difícil! "Qual é a pergunta que não gosta que lhe façam?"... E lá vou abrindo a alma àqueles alunos calados e atentos ao que vou dizendo.
É preciso terminar, avisa a professora Anabela Lopes. Os meninos batem palmas enquanto a docente me oferece um ramo de flores, alguns demoram-se a sair, ainda têm uma pergunta ou uma confissão para fazer. "Eu gostava de ser jornalista, mas se calhar vou ser médico", "Este Natal não vou ter prendas... a minha prenda vai ser o meu mano, que vai nascer!" Há ainda alguns livros para assinar.
16 de Janeiro de 2013
Olimpvs.net na Escola com 3.º ciclo e secundário de Caneças
Chuvisca. A escola é nova e o Olimpvs.net vai inaugurar o auditório com as quatro turmas do 7.º ano. No corredor de acesso a excitação é grande. Os alunos entram. Alguns mais irrequietos, com aquele ar de desafio nos olhos e no corpo que se esparrama nas cadeiras, pernas abertas, roupa desleixada. Outros sentam-se na pontinha das cadeiras novas, com a curiosidade no rosto.
Começo a apresentação. Termino a apresentação. "Já?!?", murmuram. "Perguntas?" Demoram a arrancar, até que começam. "Porque é que os heróis são duas raparigas e três rapazes e não há mais raparigas? Já pensaram introduzir mais heróis com poderes ou são só esses cinco? As duas raparigas são iguais a si e à Ana Soares? Onde é que foram impressos os vossos livros, o meu pai trabalha na Printer Portuguesa! [Coincidência, são impressos na Printer, deixando a aluna muito orgulhosa] Não querem fazer uma aventura na nossa escola? Porque é que não fazem O Túmulo Perdido II, podiam usar a lenda do espelho de Pandora... [Não conheço essa lenda, confesso. Então é aquela em que as pessoas se vêem ao espelho e as boas ficam más!] Quantas canetas gastou a escrever? [Não uso caneta, escrevo no computador, respondo. "Está mal, devia ser com caneta!", responde o rapaz indignado] É famosa? Não. Mas dá autógrafos? Sim Pode contar-nos um bocadinho de uma das histórias, pode ler?"
Sou apanhada desprevenida com o pedido. Leio duas páginas. A centena de rapazes e raparigas que se encontram à minha frente está em silêncio absoluto. Só ouço a minha voz. Quando termino, aplaudem. Fico sem saber o que fazer e sorrio. Os mais espertalhões abusam do aplauso, batem as palmas mais alto, mais intensamente, prolongando o momento.
É hora de acabar. As professoras dão-lhes os parabéns por se terem portado tão bem, confessam depois que nem sempre se comportam assim mas têm orgulho da "fornada deste ano". Sem dúvida, não envergonharam a escola, nem os pais. Estão todos de parabéns. Alguns ficam para trás, para uma sessão de autógrafos em folhas de papel. Uma das meninas segreda-me uma sugestão para um dilema que coloquei. "Excelente ideia, muito obrigada!"
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quarta-feira, 18 de julho de 2012
A lembrar o lançamento da coleção Olimpvs.net
A mesa (da esquerda para a direita):
Sara Gomes, da Objectiva;
Bárbara;
Ana;
Profª Cristina Pimentel;
Prof. Fernando Pinto do Amaral.
O público:
leitores, família, amigos, curiosos.
Os autógrafos:
a duas mãos.
Os agradecimentos.
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